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dpkg(1) dpkg suite dpkg(1)

NOME

dpkg - gestor de pacotes para Debian

SINOPSE

dpkg [option...] action

AVISO

este manual destina-se a utilizadores que desejam compreender as opções de linha de comandos do dpkg e estados de pacotes em mais detalhe do que aquele fornecido por dpkg --help.

Não deverá ser usado por maintainers de pacotes que desejem compreender como o dpkg irá instalar os seus pacotes. A descrição do que o dpkg faz quando instala ou remove pacotes é particularmente inadequada.

DESCRIÇÃO

dpkg é uma ferramenta de nível médio para instalar, compilar, remover e gerir pacotes Debian. O front-end principal e mais amigo-do-utilizador para o dpkg como CLI é o (interface de linha de comandos) é o apt(8) e como TUI (interface de terminal de utilizador) é o aptitude(8). O próprio dpkg é controlado inteiramente via parâmetros de linha de comandos, o que consiste de exactamente uma acção e zero ou mais opções. O parâmetro-acção diz ao dpkg o que fazer e as opções controlam o comportamento da acção em algum modo.

O dpkg pode também ser usado como front-end para dpkg-deb(1) e dpkg-query(1). A lista de acções suportadas pode ser encontrada mais tarde na secção ACÇÕES. Se qualquer tal acção for encontrada, o dpkg apenas corre dpkg-deb ou dpkg-query com os parâmetros dados a ele, mas nenhuma opção especifica é presentemente passada para eles, para se qualquer tal opção, os back-ends precisam de ser chamados directamente.

INFORMAÇÃO ACERCA DE PACOTES

O dpkg mantém alguma informação utilizável sobre pacotes disponíveis. A informação é dividida em três classes: states, selection states e flags. Estes valores destinam-se a serem alterados principalmente com o dselect.

Estados de pacote

Este pacote não está instalado no seu sistema.
Apenas os ficheiros de configuração ou o script postrm e os dados que precisa para remoção do pacote existem no sistema.
A instalação do pacote foi iniciada, mas não foi acabada por alguma razão.
O pacote está desempacotado mas não configurado.
O pacote está desempacotado e a configuração foi iniciada, mas ainda não está acabada por alguma razão.
O pacote espera o processamento de trigger por outro pacote.
O pacote foi despoletado
O pacote está actualmente desempacotado e configurado.

Estados de selecção de pacote

O pacote está seleccionado para instalação.
Um pacote marcado para estar em hold é mantido na mesma versão, isto é, não serão executadas nenhumas novas instalações, actualizações ou remoções automáticas nele, a menos que estas acções sejam requisitadas explicitamente, ou sejam permitidas serem feitas automaticamente com a opção --force-hold.
O pacote está seleccionado para desinstalação (isto é, queremos remover todos os ficheiros, excepto os ficheiros de configuração).
O pacote está seleccionado para ser purgado (isto é, queremos remover tudo dos directórios do sistema, até os ficheiros de configuração).
A selecção de pacote é desconhecida. Um pacote que também está nu estado not-installed, e com uma bandeira ok irá ser esquecido no próximo armazenamento da base de dados.

Bandeiras (flags) do pacote

Um pacote marcado com ok está num estado conhecido, mas pode precisar de mais processamento.
Um pacote marcado com reinstreq está quebrado e requer reinstalação. Estes pacotes não podem ser removidos, a menos que tal seja forçado com a opção --force-remove-reinstreq.

ACÇÕES

Instala o pacote. Se a opção --recursive ou -R for especificada, ficheiro-pacote tem que se referir a um directório em vez de um ficheiro.

A instalação consiste nos seguintes passos:

1. Extrai os ficheiros de controle do novo pacote.

2. Se outra versão do mesmo pacote foi instalada antes da nova instalação, executa o script prerm do pacote antigo.

3. Corre o script preinst, se disponibilizado pelo pacote.

4. Desempacota os novos ficheiros, e aos mesmo tempo salvaguarda os ficheiros antigos, para que se algo correr mal, eles possam ser restaurados.

5. Se outra versão do mesmo pacote foi instalada antes da nova instalação, executa o script postrm do pacote antigo. Note que este script é executado depois do script preinst do novo pacote, porque novos ficheiros são escritos ao mesmo tempo que ficheiros antigos são removidos.

6. Configura o pacote. Veja --configure para informação detalhada sobre como isto é feito.

Desempacota o pacote, mas não o configura. Se a opção --recursive ou -R for especificada, package-file deverá então referir-se a um directório.

Irá processar os gatilhos para Pre-Depends a menos que --no-triggers esteja especificado.

Configura um pacote que foi desempacotado mas ainda não configurado. Se for fornecido -a ou --pending em vez de package, todos os pacotes desempacotados mas não configurados são configurados.

Para reconfigurar um pacote que já foi instalado, tente usar o comando dpkg-reconfigure(8).

A configuração consiste dos seguintes passos:

1. Desempacota os conffiles, e ao mesmo tempo faz salvaguardas dos conffiles antigos, para que possam ser restaurados se algo correr mal.

2. Corre o script postinst, se fornecido pelo pacote.

Irá processar os gatilhos a menos que --no-triggers esteja especificado.

Processa apenas gatilhos (desde dpkg 1.14.17). Todos os gatilhos pendentes serão processados. Se forem fornecidos nomes de pacotes, apenas os gatilhos desses pacotes serão processados, exactamente uma vez onde necessário. O uso desta opção pode deixar pacotes em estados triggers-awaited e triggers-pending impróprios. Isto pode ser corrigido mais tarde ao correr: dpkg --configure --pending.
Remove um pacote instalado. Isto remove tudo excepto conffiles e outros dados limpos pelo script postrm, o qual pode evitar de ter que reconfigurar o pacote se for reinstalado mais tarde (conffiles são ficheiros de configuração que estão listados no ficheiro de controle DEBIAN/conffiles). Se não existir um ficheiro de controlo DEBIAN/conffiles nem script DEBIAN/postrm, este comando é equivalente a chamar --purge. Se for fornecido -a ou --pending em vez de um nome de pacote , então são removidos todos os pacotes desempacotados mas marcados para serem removidos no ficheiro /var/lib/dpkg/status.

Remover um pacote consiste nos seguintes passos:

1. Corre o script prerm

2. Remove os ficheiros instalados

3. Corre o script postrm

Irá processar os gatilhos a menos que --no-triggers esteja especificado.

Purga um pacote instalado ou já removido.Isto remove tudo, incluindo conffiles, e tudo o resto limpo a partir do postrm. Se for fornecido -a ou --pending em vez do nome de pacote, então todos os pacotes desempacotados ou removidos, mas marcados para serem purgados no ficheiro /var/lib/dpkg/status, serão purgados.

Nota: Alguns ficheiros de configuração podem ser desconhecidos para o dpkg porque eles são criados e manuseados separadamente através dos scripts de configuração. Nesse caso, o dpkg não irá remove-los sozinho, mas o script postrm do pacote (que é chamado pelo dpkg), tem de fazer a sua remoção durante a purga. Claro que, isto só se aplica a ficheiros em directórios do sistema, e não a ficheiros de configuração escritos nos directórios home de utilizadores individuais.

Purgar um pacote consiste nos seguintes passos:

1. Remover o pacote, se não estiver já removido. Veja --remove para informação detalhada acerca de como isto é feito.

2. Correr o script postrm.

Irá processar os gatilhos a menos que --no-triggers esteja especificado.

Verifica a integridade de package-name ou todos os pacotes se omitido, ao comparar informação dos ficheiros instalados com a informação de metadados de ficheiros guardada na base de dados do dpkg (desde dpkg 1.17.2). A origem da informação de metadados de ficheiros na base de dados é os próprios pacotes binários. Esses metadados são colecionados ao desempacotar os ficheiros durante o processo de instalação.

Presentemente a única verificação funcional executada é uma verificação de md5sum do conteúdo dos ficheiros contra o valor armazenado na base de dados dos ficheiros. Só serão verificados se a base de dados conter o md5sum dos ficheiros. Para verificar por quaisquer metadados em falta na base de dados, pode ser usado o comando --audit.

O formato do resultado é seleccionável com a opção --verify-format, que por predefinição usa o formato rpm, mas isso pode mudar no futuro, e como tal, os programas que analisam resultado de comando devem estar explícitos acerca do formato que esperam.

Executa testes de sanidade e consistência para package-name ou todos os pacotes se omitido (verificações por pacote desde dpkg 1.17.10). Por exemplo, procura por pacote que foram instalados apenas parcialmente no seu sistema ou têm ficheiros ou dados de controle em falta, errados ou obsoletos. O dpkg irá sugerir o que fazer com eles para os corrigir.
Actualiza o conhecimento de dpkg's e dselect de quais pacotes estão disponíveis. Com a acção --merge-avail, a informação antiga é combinada com informação de Packages-file. Com a acção --update-avail, informação antiga é substituída pela informação de Packages-file. O Packages-file distribuído com Debian é simplesmente chamado «Packages». Se o argumento Packages-file estiver em falta ou for chamado «-» então será lido a partir da entrada standard (desde dpkg 1.17.7). dpkg mantém o seu registo de pacotes disponíveis em /var/lib/dpkg/available.

Um comando único mais simples de obter e actualizar o ficheiro available é dselect update. Note que este ficheiro é maioritariamente inútil se você não usar o dselect mas um frontend baseado no APT: O APT tem o seu próprio sistema para acompanhar os pacotes disponíveis.

Actualiza o conhecimento de dpkg's e dselect de quais pacotes estão disponíveis com informação a partir do pacote package-file. Se forem especificadas as opções --recursive ou -R, então package-file deve referir-se a um directório.
Agora obsoleto e uma não-opção pois o dpkg irá esquecer automaticamente os pacotes não instalados e não disponíveis (desde dpkg 1.15.4), mas apenas aqueles que não contêm informação de utilizador tal como selecções de pacotes.
Apaga a informação existente sobre que pacotes estão disponíveis.
Obtém lista de selecções de pacotes, e escreve-a no stdout. Sem um padrão, os pacotes não-instalados (isto é, aqueles que foram previamente purgados) não serão mostrados.
Define selecções de pacotes usando um ficheiro a partir de stdin. Este ficheiro deve estar no formato “package state”, onde state é um de install, hold, deinstall ou purge. São também permitidas linhas vazias e linhas de comentários começando com ‘#’.

O ficheiro available precisa de estar actualizado para que este comando seja útil, caso contrário os pacotes desconhecidos serão ignorados com um aviso. Veja os comandos --update-avail e --merge-avail para mais informação.

Define o estado requerido de todos os pacotes não-essenciais para "desinstalar" (desde dpkg 1.13.18). Isto destina-se a ser usado imediatamente antes de --set-selections, para desinstalar quaisquer pacotes que não estejam na lista fornecida ao --set-selections.
Procura por pacotes selecionados para instalação, mas que por alguma razão ainda não foram instalados.

Nota: Este comando faz uso de ambos o ficheiro disponível e das selecções do pacote.

Escreve um pacote único que é o alvo de uma ou mais pré-dependências relevantes e tem ele próprio pré-dependências não satisfeitas.

Se tal pacote estiver presente, escreve-o como uma entrada no ficheiro Packages, o qual pode ser tratado como apropriado.

Nota: Este comando faz uso de ambos o ficheiro disponível e das selecções do pacote.

Retorna 0 quando um pacote é escrito, 1 quando nenhum pacote apropriado está disponível e 2 em caso de erro.

Adiciona architecture à lista de arquitecturas para quais pacotes podem ser instalados sem se usar --force-architecture (desde dpkg 1.16.2). A arquitectura para qual o dpkg é compilado (isto é, o resultado de --print-architecture) faz sempre parte dessa lista.
Remove architecture da lista de arquitecturas para quais pacotes podem ser instalados sem se usar --force-architecture (desde dpkg 1.16.2). Se a arquitectura estiver presentemente em uso na base de dados então a operação será recusada, excepto se --force-architecture for especificado. A arquitectura para qual o dpkg é compilado (isto é, o resultado de --print-architecture) nunca pode ser removida dessa lista.
Escreve a arquitectura dos pacotes que o dpkg instala (por exemplo , “i386”).
Escreve uma lista, com separação por novas linhas, de arquitecturas extra que o dpkg tem configurado para permitir instalar pacotes para elas (desde dpkg 1.16.2).
Oferece ajuda acerca das opções --assert-feature (desde dpkg 1.21.0).
Afirma que o dpkg suporta a funcionalidade requerida. Retorna 0 se a funcionalidade é totalmente suportada. 1 se a funcionalidade é conhecida mas o dpkg ainda não pode suporta-la, e 2 se a funcionalidade é desconhecida. A lista actual de funcionalidades afirmáveis é:
Suporta o campo Pre-Depends (desde dpkg 1.1.0).
Suporta épocas em strings de versão (desde dpkg 1.4.0.7).
Suporta nomes de ficheiros longos em arquivos deb(5) (desde dpkg 1.4.1.17).
Suporta múltiplos Conflicts e Replaces (desde dpkg 1.4.1.19).
Suporta campos multi-arch e semânticas (desde dpkg 1.16.2).
Suporta Provides com versão (desde dpkg 1.17.11).
Suporta o campo Protected (desde dpkg 1.20.1).
Valida que a thing string tem a sintaxe correcta (desde dpkg 1.18.16). Retorna 0 se a string for válida, 1 se a string é inválida mas pode ser aceite em contextos lax, e 2 se a string é inválida. A lista actual de thing validáveis é:
Valida o nome de pacote fornecido (desde dpkg 1.18.16).
Valida o nome de gatinho fornecido (desde dpkg 1.18.16).
Valida o nome de arquitectura fornecido (desde dpkg 1.18.16).
Valida a versão fornecida (desde dpkg 1.18.16).
Compara números de versão, onde op é um operador binário. dpkg retorna verdadeiro (0) se a condição especificada for satisfeita, e falso (1) caso contrário. Existe dois grupos de operadores, que diferem em como eles tratam um ver1 ou ver2 vazio. Estes tratam uma versão vazia mais cedo que qualquer versão: lt le eq ne ge gt. Estes tratam uma versão vazia mais tarde que qualquer versão: lt-nl le-nl ge-nl gt-nl. Estes são fornecidos apenas para compatibilidade com sintaxe de ficheiros de controle: < << <= = >= >> >. Os operadores < e > estão obsoletos e não devem ser usados, devido a semânticas confusas. Para ilustrar: 0.1 < 0.1 avalia para verdadeiro.
-?, --help
Mostra uma mensagem de ajuda breve.
Oferece ajuda acerca das opções --force-qualquer-coisa.
Oferece ajuda acerca de opções de depuração.
Mostra informação de versão do dpkg.

Quando usado com --robot, o resultado será o número de versão de programa num formato numérico pontuado, sem nenhuma nova linha.

Veja dpkg-deb(1) para mais informações acerca das seguintes acções, e outras acções e opções não expostas pelo front-end do dpkg.
Compila um pacote deb.
Lista o conteúdo de um pacote deb.
Extrai informação-controle de um pacote.
Extrai os ficheiros contidos por um pacote.
Extrai e mostra os nomes de ficheiros contidos por um pacote.
Mostra campo(s) de controle de um pacote.
Resulta o ficheiro tar de controle contido num pacote Debian.
Resulta o ficheiro tar de sistema de ficheiros contido num pacote Debian.
Mostra informação acerca de um pacote.
Veja dpkg-query(1) para mais informações acerca das seguintes acções, e outras acções e opções não expostas pelo front-end do dpkg.
Lista pacotes que correspondem ao padrão dado.
Reporta estado do pacote especificado.
Lista ficheiros instalados no seu sistema a partir de package-name.
Procura por um nome de ficheiro a partir de pacotes instalados.
Mostra detalhes acerca de package-name, como encontrado em /var/lib/dpkg/available. Os utilizadores de frontends baseados no APT devem usar apt show package-name em vez disto.

OPÇÕES

Todas as opções pode ser especificadas em ambos linha de comandos e no ficheiro de configuração do dpkg /etc/dpkg/dpkg.cfg ou em ficheiros fragmento (com nomes a corresponder a este padrão de shell "[0-9a-zA-Z_-]*') no directório de configuração /etc/dpkg/dpkg.cfg.d/. Cada linha no ficheiro de configuração é ou uma opção (exatamente igual a uma opção de linha de comandos mas sem os hífens iniciais) ou um comentário (se começar com ‘#’).

Altera o após quantos erros o dpkg irá abortar. A predefinição é 50.
Quando um pacote é removido, existe a possibilidade que outro pacote instalado dependa do pacote removido. Especificar esta opção irá provocar a desconfiguração automática do pacote que dependia do pacote removido.
Liga a depuração. octal é formado por valores bitwise-ORing desejados juntos da lista em baixo (note que estes valores podem mudar em lançamentos futuros). -Dh ou --debug=help mostram estes valores de depuração.

    Número   Descrição
         1   Informação de progresso geralmente útil
         2   Invocação e estado dos scripts do maintainer
        10   Resultado de cada ficheiro processado
       100   Montes de resultados de cada ficheiro processado
        20   Resultado para cada ficheiro de configuração
       200   Montes de resultados de cada ficheiro de configuração
        40   Dependências e conflitos
       400   Montes de resultados de dependências/conflitos
     10000   Activação de gatilhos e processamento
     20000   Montes de resultados relativos a gatilhos
     40000   Quantidades tolas de resultados relativos a gatilhos
      1000   Lotes de drivel acerca por exemplo do directório dpkg/info
      2000   Lotes tolos de drivel
    
Força ou recusa (no-force e refuse significa a mesma coisa) para fazer algumas coisas. things é uma lista separada por vírgulas de coisas especificadas em baixo. --force-help mostra uma mensagem que as descreve. Coisas marcadas com (*) são forçadas por predefinição.

Aviso: Estas opções são maioritariamente destinadas a serem usadas apenas por experts. Usa-las sem total conhecimento dos seus efeitos pode danificar todo o seu sistema.

all: Liga (ou desliga) todas as opções de forçar.

downgrade(*): Instala um pacote, mesmo que já esteja instalada uma versão dele mais recente.

Aviso: Presentemente o dpkg não efetua nenhuma verificação de dependência em downgrades e por isso não irá avisa-lo se o downgrade quebrar a dependência de algum outro pacote. Isto pode ter sérios efeitos secundários, o downgrade de componentes essenciais do sistema pode até inutilizar todo o seu sistema. Use com cuidado.

configure-any: Configura também quaisquer pacotes desempacotados mas não configurados nos quais o pacote actual depende.

hold: Permite instalações, actualizações e remoções automáticas mesmo quando marcado para estar em “hold”. Nota: Quando estas acções são requisitadas explicitamente, o estado "hold" de selecção de pacote é sempre ignorado.

remove-reinstreq: Remove um pacote, mesmo se estiver quebrado e marcado a requerer reinstalação. Isto pode, por exemplo, causar que partes do pacote fiquem no sistema, que serão depois esquecidos pelo dpkg.

remove-protected: Remove, mesmo se o pacote for considerado protegido (desde dpkg 1.20.1). Os pacotes protegidos contêm maioritariamente a importante infraestrutura de arranque do sistema ou são usados por meta-pacotes personalizados locais-do-sistema. Remove-los pode causar que todo o sistema seja incapaz de arrancar ou perca funcionalidades requeridas para operar, portanto use com muito cuidado.

remove-essential: Remove, mesmo se o pacote for considerado essencial Os pacotes essenciais contêm maioritariamente comandos Unix mais básicos, requeridos par ao sistema de empacotamento, para a operação do sistema em geral ou durante o arranque (apesar do último dever ser alterado para pacotes protegidos em vez disto). Remove-los pode causar que todo o sistema pare de funcionar, por isso use com cuidado.

depends: Torna todos os problemas de dependências em avisos. Isto afecta os campos Pre-Depends and Depends.

depends-version: Não se interessa pelas versões quando verifica as dependências. Isto afecta os campos Pre-Depends and Depends.

breaks: Instala, mesmo que isto danifique outro pacote (desde dpkg 1.14.6). Isto afecta o campo Breaks.

conflicts: Instala, mesmo que fique em conflito com outro pacote. Isto é perigoso, pois geralmente causa a sobreposição de alguns ficheiros. Isto afecta o campo Conflicts.

confmiss: Instala sempre o ficheiro de configuração em falta sem avisar. Isto é perigoso, pois isto significa não preservar uma alteração feita no ficheiro de configuração (removendo-a).

confnew: Se um ficheiro de configuração foi modificado e a versão do pacote mudou, instala sempre a nova versão sem avisar, a menos que seja também especificado --force-confdef, que neste caso é preferida a acção predefinida.

confold: Se um ficheiro de configuração foi modificado e a versão do pacote mudou, mantém sempre a versão antiga sem avisar, a menos que seja também especificado --force-confdef, que neste caso é preferida a acção predefinida.

confdef: Se um conffile foi modificado e a versão no pacote alterou, escolhe sempre a acção predefinida sem perguntar. Se não existir acção predefinida irá parar para pedir ao utilizador a menos que --force-confnew ou --force-confold sejam também fornecidos, nesse caso irá usar isso para decidir a acção final.

confask: Se um conffile foi modificado oferece-se sempre para o substituir pela versão no pacote, mesmo que a versão no pacote não tenha mudado (desde dpkg 1.15.8). Se algum de --force-confnew, --force-confold, ou --force-confdef forem também fornecidos, será usado para decidir a acção final.

overwrite: Sobrescreve um ficheiro de um pacote por um ficheiro de outro.

overwrite-dir: Sobrepõe um directório de um pacote com ficheiros de outro.

overwrite-diverted: Sobrescreve a ficheiro divergido com uma versão não-divergida.

statoverride-add: Sobrescreve uma sobreposição de estatística existente quando a adiciona (desde dpkg 1.19.5).

statoverride-remove: Ignora uma sobreposição de estatística em falta quando a remove (desde dpkg 1.19.5).

security-mac(*): Usa segurança baseada em Mandatory Access Controls (MAC) específica da plataforma quando instala ficheiros no sistema de ficheiros (desde dpkg 1.19.5). Em sistemas Linux a implementação usa SELinux.

unsafe-io: Não executa operações I/O seguras quando desempacota (desde dpkg 1.15.8.6). Actualmente isto implica não executar sincronismos do sistema antes de renomear ficheiros, o que é conhecido por causar uma degradação substancial de performance em alguns sistemas de ficheiros, infelizmente são esses que requerem o I/O seguro em primeiro lugar devido ao seu comportamento não fiável que provoca ficheiros de comprimento-zero em crashes abruptos do sistema.

Nota: Para ext4, o principal ofensor, considere usar a opção de montagem nodelalloc, o que irá corrigir ambos a degradação de performance e os problemas de segurança de dados, o último ao tornar o sistema de ficheiros não produtor de ficheiros de zero-tamanho em crashes abruptos do sistema com qualquer software que não faça sincronismos antes de renomeações atómicas.

Aviso: Usar esta opção pode melhorar a performance a custo de perda de dados, use com cuidado.

script-chrootless: Corre os scripts de maintainer sem fazer chroot(2) em instdir mesmo que o pacote não suporte este modo de operação (desde dpkg 1.18.5).

Aviso: Isto pode destruir o seu sistema, use com extremo cuidado.

architecture: Processa pacotes mesmo da arquitectura errada ou sem nenhuma.

bad-version: Processa pacotes mesmo com versões erradas (desde dpkg 1.16.1).

bad-path: PATH tem em falta programas importantes, portanto é provável haver problemas.

not-root: Tenta (des)instalar coisas mesmo não sendo root.

bad-verify: Instala um pacote mesmo que este falhe no teste de autenticidade.

Ignora verificação de dependências para pacotes específicos (na verdade, a verificação é executada, mas são apenas dados avisos sobre conflitos, nada ,mais). Isto afecta os campos Pre-Depends, Depends e Breaks.
Faz tudo o que é suposto ser feito, mas não escreve quaisquer alterações. Isto é usado para se ver o que acontecia com uma acção específica, sem modificar nada na realidade.

Certifique-se de fornecer --no-act antes do parâmetro da acção, ou poderá acabar com resultados não desejáveis. (ex. dpkg --purge foo --no-act irá primeiro purgar o pacote "foo" e depois tentará purgar o pacote "--no-act", mesmo pensando que provavelmente não vai fazer nada).

Lida recursivamente com todos os ficheiros regulares que correspondem ao padrão *.deb encontrados em directórios especificados e em todos os seus sub-directórios. Isto pode ser usado com as acções -i, -A, --install, --unpack e --record-avail.
Não instala um pacote se uma versão mais recente do mesmo pacote já estiver instalada. Isto é um nome alternativo de --refuse-downgrade.
Define o directório administrativo para directory. Este directório contem muitos ficheiros que fornecem informação acerca do estado de pacotes instalados ou desinstalados, etc. A predefinição é «/var/lib/dpkg» se DPKG_ADMINDIR não estiver definido.
Define o directório de instalação, o que se refere ao directório onde os pacotes vão ser instalados. instdir é também o directório passado ao chroot(2) antes de correr scripts de instalação dos pacotes, o que significa que os vêm instdir como o directório raiz. A predefinição é «/».
Define o directório raiz para directory, o que define o directório de instalação para «dir» e o directório administrativo para «dir/var/lib/dpkg».
Apenas processa os pacotes que estão selecionados para instalação. A marcação real é feita com dselect ou pelo dpkg, quando lida com pacotes. Por exemplo, quando um pacote é removido, será marcado selecionado para desinstalação.
Não instala o pacote se a mesma versão e arquitectura do pacote já estiver instalada.

Desde dpkg 1.21.10, a arquitectura é também tida em conta, o que torna possível cruzar o grau dos pacotes ou instalar instâncias co-instaláveis adicionais com a mesma versão, mas arquitectura diferente.

Define um command hook de invocação para ser corrido via “sh -c” antes ou depois de o dpkg correr para as acções unpack, configure, install, triggers-only, remove, purge, add-architecture e remove-architecture dpkg (desde dpkg 1.15.4; acções add-architecture e remove-architecture desde dpkg 1.17.19). Esta opção pode ser especificada várias vezes. A ordem que as opções são especificadas é preservada, com aquelas dos ficheiros de configuração a tomar precedência. A variável de ambiente DPKG_HOOK_ACTION é definida para os hooks para a acção actual do dpkg.

Nota: Front-ends podem chamar dpkg várias vezes por invocação, o que pode fazer correr os hooks mais vezes do que o esperado.

Define glob-pattern como um filtro de caminho, seja por excluir ou re-incluir caminhos previamente excluídos que correspondem aos padrões especificados durante a instalação (desde dpkg 1.15.8).

Aviso: Tenha em conta que ao depender de caminhos excluídos você pode danificar completamente o seu sistema, use com cuidado.

Os padrões glob usam as mesmas wildcards usadas na shell, onde ‘*’ corresponde a qualquer sequência de caracteres, incluindo a string vazia e também ‘/’. Por exemplo, «/usr/*/READ*» corresponde a «/usr/share/doc/package/README». Como normal, ‘?’ corresponde a qualquer caractere único (mais uma vez, incluindo ‘/’). E ‘[’ começa uma classe de caractere, o qual pode conter uma lista de caracteres, gamas e complementações. Veja glob(7) para informação detalhada acerca de globbing. Nota: A implementação actual pode re-incluir mais directivas e links simbólicos do que necessário, em particular quando existe uma re-inclusão mais específica. para estar no lado seguro e evitar possíveis falhas de desempacotamento, trabalho futuro poderá corrigir isto.

Isto pode ser usado para remover todos os caminhos excepto alguns particulares; um caso típico é:

 --path-exclude=/usr/share/doc/*
 --path-include=/usr/share/doc/*/copyright
    

para remover todos os ficheiros de documentação excepto os ficheiros de copyright.

Estas duas opções pode ser especificadas várias vezes, e intercaladas entre elas. Ambas são processadas na ordem fornecida, com a última regra corresponde a um nome de ficheiro a marcar a decisão.

Os filtros são aplicados quando se desempacota os pacotes binários, e como tal apenas têm conhecimento do tipo de objecto actualmente a ser filtrado (ex. um ficheiro normal num directório) e não têm visibilidade dos outros objetos que virão a seguir. Porque estes filtros têm efeitos secundários (em contraste aos filtros find(1)), excluir um nome de caminho exacto que acontece ser um objecto directório como /usr/share/doc não irá ter o resultado desejado, e apenas esse nome de caminho será excluído (que poderá ser automaticamente re-incluído se o código vir a necessidade). Quaisquer ficheiros subsequentes contidos dentro desse directório irão falhar ao desempacotar.

Dica: certifique-se que os globs não são expandidos pela sua shell.

Define o formato dos resultados para o comando --verify (desde dpkg 1.17.2).

O único formato de saída actualmente suportado é rpm, o qual consiste de uma linha para cada caminho que falhou qualquer verificação. Estas linhas têm o seguinte formato:


missing [c] pathname [(error-message)]
??5?????? [c] pathname

Os primeiros 9 caracteres são usados para reportar o resultado das verificações, seja um missing literal quando o ficheiro não está presente ou os seus meta-dados não puderam ser obtidos, ou um dos seguintes caracteres especiais que reportam o resultado para cada verificação:

?
Implica que a verificação não pôde ser feita (falta de suporte, permissões do ficheiro, etc).
.
Implica que a verificação passou.
A-Za-z0-9
Implica que uma verificação especifica falhou. As seguinte posições e caracteres alfanuméricos são actualmente suportados:
1 ‘?
Estas verificações actualmente não são suportadas, serão sempre ‘?’.
2 ‘M
A verificação de modo de ficheiro falhou (desde dpkg 1.21.0). Porque os meta-dados do nome de caminho não estão actualmente seguidos, esta verificação só pode ser parcialmente emulada via heurística muito simples para nomes de caminho que têm um resumo conhecido, o que implica que devem ser ficheiros regulares, onde a verificação irá falhar se o nome de caminho não for um ficheiro regular no sistema de ficheiros. Esta verificação nunca irá actualmente ter sucesso pois não tem informação suficiente disponível.
3 ‘5
A verificação de resumo falhou, o que significa que o conteúdo do ficheiro alterou.
4-9 ‘?
Estas verificações actualmente não são suportadas, serão sempre ‘?’.

A linha é seguida por um espaço e um caractere de atributo. O seguinte caractere de atributo é suportado:

c
O nome-de-caminho é um conffile.

Finalmente seguido por outro espaço e o nome de caminho.

No caso da entrada ser do tipo missing, e o ficheiro não estava realmente presente no sistema de ficheiros, então a linha é seguida por um espaço e a mensagem de erro entre parêntesis.

Envia o estado do pacote em linguagem de máquina e informação de progresso para o descritor de ficheiro n. Esta opção pode ser especificada várias vezes. A informação é geralmente um registo por linha, em um dos seguintes formatos:
Status do pacote alterado; status está como no ficheiro de status.
Ocorreu um erro. Quaisquer possíveis novas linhas em extended-error-message irão ser convertidas para espaços antes do resultado.
Está a ser perguntado ao utilizador uma questão de ficheiro de configuração.
Enviado apenas antes de um estado de processamento começar. stage é um de upgrade, install (ambos enviados antes do desempacotamento), configure, trigproc, disappear, remove, purge.
Envia o estado do pacote em linguagem de máquina e informação de progresso para a entrada standard de command de shell, para ser corrido via “sh -c” (desde dpkg 1.16.0). Esta opção pode ser especificada várias vezes. O formato de resultados usado é o mesmo que em --status-fd.
Regista actualizações de alteração de estado e acções em filename, em vez da predefinição /var/log/dpkg.log. Se esta opção for dada várias vezes, é usado o último nome de ficheiro. As mensagens registadas estão no formato:
Para cada invocação do dpkg onde type é archives (com um command de unpack ou install) ou packages (com um command de configure, triggers-only, remove ou purge).
Par actualizações de mudança de estado.
Para acções onde action é um de install, upgrade, configure, trigproc, disappear, remove ou purge.
Para alterações de conffile onde decision ou é install ou é keep.
Usa um formato de resultados em linguagem máquina. Este fornece uma interface para programas que precisam de analisar os resultados de alguns dos comandos que de outro modo não emitem um formato de resultados em linguagem máquina. Nenhuma localização será usada, e os resultados serão modificados para os tornar mais fácil de analisar.

O único comando actualmente suportado é --version.

Desactiva o uso de qualquer paginador quando mostra informação (desde dpkg 1.19.2).
Não tenta verificar as assinaturas dos pacotes.
Não corre nenhum gatilho nesta execução (desde dpkg 1.14.17), mas as activações serão na mesma gravadas. Se usado com --configure package ou --triggers-only package então o postinst do pacote nomeado irá mesmo assim ser corrido mesmo que apenas seja necessário correr um gatilho. O uso desta opção pode deixar pacotes em estados triggers-awaited e triggers-pending impróprios. Isto pode ser corrigido mais tarde ao correr: dpkg --configure --pending.
Cancela um --no-triggers anterior (desde dpkg 1.14.17).

ESTADO À SAÍDA

0
A acção requisitada foi executada com sucesso. Ou uma verificação ou comando de afirmação retornou verdadeiro.
1
Uma verificação ou comando de afirmação retornou falso.
2
Erro fatal ou irrecuperável devido a utilização de linha de comandos inválida, ou interações com o sistema, tais como acesso à base de dados, alocações de memória, etc.

AMBIENTE

Ambiente externo

Esta variável é esperada estar definida no ambiente e apontar para os caminhos do sistema onde vários programas requeridos se encontram. Se não estiver definida, ou os programas não forem encontrados, o dpkg irá abortar.
Se definido, o dpkg irá usa-lo como o directório de onde ler o ficheiro de configuração específico do utilizador.
Se definido, o dpkg irá usa-lo como o directório onde criar os ficheiros e directórios temporários.
O programa que o dpkg irá executar quando iniciar uma nova shell interactiva, ou quando multiplica um comando via shell.
O programa que o dpkg irá executar quando correr um paginador, o qual será executado com «$SHELL -c», por exemplo quando mostrar as diferenças do conffile. Se SHELL não estiver definida, será usado «sh» em vez deste. O DPKG_PAGER sobrepõe a variável de ambiente PAGER (desde dpkg 1.19.2).
Define o modo de cor (desde dpkg 1.18.5). Os valores actualmente aceites são: auto (predefinido), always e never.
Define a máscara de depuração (desde dpkg 1.21.10) a partir dum valor octal. As bandeiras presentemente aceites estão descritas na opção --debug.
Define as bandeiras de forçar (desde dpkg 1.19.5). Quando esta variável está presente, nenhuma predefinição de forçar embutida será aplicada. Se a variável esta presente mas vazia, todas as bandeiras de forçar serão desactivadas.
Se definido e as opções --admindir ou --root não foram especificadas, será usado como o directório administrativo do dpkg (desde dpkg 1.20.0).
Definido pelo frontend de gestão de pacotes para notificar o dpkg que não deve adquirir o bloqueio do frontend (desde dpkg 1.19.1).

Ambiente interno

Definido pelo dpkg para “-FRSXMQ”, Se não já definido, quando cria um paginador (desde dpkg 1.19.2). Para modificar o comportamento predefinido, esta variável por ser pré-ajustada para qualquer outro valor incluindo uma string vazia, ou as variáveis PAGER ou DPKG_PAGER podem ser definidas para desactivar opções específicas com «-+», por exemplo DPKG_PAGER="less -+F".
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para indicar em qual instalação devem actuar (desde 1.18.5). O valor destina-se a ser adicionado ao inicio de qualquer caminho em que os scripts de maintainer operam. Durante uma operação normal, esta variável está vazia. Ao instalar pacotes numa instdir diferente, o dpkg normalmente invoca scripts do maintainer usando chroot(2) e deixa esta variável vazia, mas se --force-script-chrootless for especificado então a chamada chroot(2) é saltada e instdir fica não-vazia.
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para indicar o directório administrativo do dpkg a usar (desde dpkg 1.16.0). Esta variável está sempre definida para o valor actual --admindir.
Definido pelo dpkg no ambiente de sub-processos para todos os nomes de opções de forçar, actualmente activos, separados por vírgulas (desde dpkg 1.19.5).
Definido pelo dpkg na shell criada no incitar do conffile para examinar a situação (desde dpkg 1.15.6). Valor válido actual: conffile-prompt.
Definido pelo dpkg na shell criada no incitar do conffile para examinar a situação (desde dpkg 115.6). Contém o caminho do conffile antigo.
Definido pelo dpkg na shell criada no incitar do conffile para examinar a situação (desde dpkg 115.6). Contém o caminho do conffile novo.
Definido pelo dpkg na shell criada quando executa uma acção hook (desde dpkg 1.15.4). Contém a acção actual do dpkg.
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para a versão da instância do dpkg actualmente a correr (desde dpkg 1.14.17).
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para o nome do pacote (qualificado-não-arquitectura) a ser manuseado (desde dpkg 1.14.17).
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para a contagem de referência de pacotes, isto é, o número de instâncias de pacotes com um estado maior que not-installed (desde dpkg 1.17.2).
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para a arquitectura que o pacote foi compilado (desde dpkg 1.15.4).
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para o nome do script a correr, um de preinst, postinst, prerm or postrm (desde dpkg 1.15.7).
Definido pelo dpkg no ambiente de scripts do maintainer para um valor (‘0’ ou ‘1’) que indica se a depuração foi requisitada (com a opção --debug) para os scripts do maintainer (desde dpkg 1.18.4).

FICHEIROS

/etc/dpkg/dpkg.cfg.d/[0-9a-zA-Z_-]*
Ficheiros de fragmentos de configuração (desde dpkg 1.15.4).
/etc/dpkg/dpkg.cfg
Ficheiro de configuração com as opções predefinidas.
/var/log/dpkg.log
Ficheiro de relatório predefinido (veja /etc/dpkg/dpkg.cfg e a opção --log).

Os outros ficheiros listados em baixo estão nos seus directórios predefinidos, veja a opção --admindir para saber como modificar as localizações destes ficheiros.

/var/lib/dpkg/available
Lista dos pacotes disponíveis.
/var/lib/dpkg/status
Estados dos pacotes disponíveis. Este ficheiro contem informação acerca de se um pacote está marcado para remoção ou não, se está instalado ou não, etc. Veja a secção INFORMAÇÃO ACERCA DE PACOTES para mais informação.

O ficheiro status é salvaguardado diariamente em /var/backups. Pode ser útil se for perdido ou corrompido devido a problemas com o sistema de ficheiros.

O formato e conteúdo de um pacote binário está descrito em deb(5).

BUGS

--no-act geralmente dá menos informação do que poderia ser útil.

EXEMPLOS

Para listar pacotes instalados relacionados com o editor vi(1) (note que dpkg-query já não carrega o ficheiro available por predefinição, e para isso deve ser usada a opção dpkg-query --load-avail):

 dpkg -l '*vi*'

Para ver as entradas em /var/lib/dpkg/available de dois pacotes:

 dpkg --print-avail elvis vim | less

Para procurar você próprio na listagem de pacotes:

 less /var/lib/dpkg/available

Para remover um pacote elvis instalado:

 dpkg -r elvis

Para instalar um pacote, primeiro você precisa de encontra-lo num arquivo ou CDROM. O ficheiro available mostra que o pacote vim está na secção editors:

 cd /media/cdrom/pool/main/v/vim
 dpkg -i vim_4.5-3.deb

Para fazer uma cópia local do estado de selecção de pacotes:

 dpkg --get-selections> myselections

Você poderá transferir este ficheiro para outro computador, e depois de ter actualizado lá o ficheiro available com o seu frontend elegido de gestão de pacotes (veja <https://wiki.debian.org/Teams/Dpkg/FAQ#set-selections> para mais detalhes), por exemplo:

 apt-cache dumpavail | dpkg --merge-avail

ou com o dpkg 1.17.6 e anteriores:

 avail=$(mktemp)
 apt-cache dumpavail> "$avail"
 dpkg --merge-avail "$avail"
 rm "$avail"

você pode instala-lo com:

 dpkg --clear-selections
 dpkg --set-selections <myselections

Note que isto não irá realmente instalar ou remover nada, mas apenas definir o estado de selecção nos pacotes requeridos. Você irá precisar de alguma outra aplicação para realmente descarregar e instalar os pacotes requeridos. Por exemplo, correr apt-get dselect-upgrade.

Normalmente, você irá descobrir que o dselect(1) fornece um método mais conveniente de modificar os estados de selecção de pacotes.

FUNCIONALIDADES ADICIONAIS

Podem ser ganhas funcionalidades adicionais ao instalar qualquer um dos seguintes pacotes: apt, aptitude e debsums.

VEJA TAMBÉM

aptitude(8), apt(8), dselect(1), dpkg-deb(1), dpkg-query(1), deb(5), deb-control(5), dpkg.cfg(5), e dpkg-reconfigure(8).

AUTORES

Veja /usr/share/doc/dpkg/THANKS para a lista de pessoas que contribuíram para o dpkg.

TRADUÇÃO

Américo Monteiro

Se encontrar algum erro na tradução deste documento, por favor comunique para Américo Monteiro <a_monteiro@gmx.com>.

2023-05-11 1.21.22